encontro
Eu sabia que nosso encontro aconteceria. Por mais que eu negasse, por muito tempo, e tinha esperanças que esse momento nunca chegasse. Mas chegou. Ela chegou. Apareceu uma barata no meu apartamento. Ontem à noite, eu entro no banheiro para meu banho pré-sono, e lá está ela. De costas pra mim, a metida, como se não notasse minha presença. Passei uns bons 5 segundos ali, paralisada, pelo momento que achei que nunca chegaria.
(pausa no momento poético, as luzes se ascendem para uma breve explicação.) Na minha antiga casa, enfim, era casa, e lá na minha querida cidade, no meu bairro, como não cresceu tudo que tinha pra crescer tem muito terreno cheio de mato perto, consequentemente, minha antiga casa sempre tinha barata, e elas sempre adoraram meu quarto, sabe? Mas desse jeito, quando aparecia esse inquilino não desejado, eu ia dormir n quarto do meu irmão, que era em cima e bichinhos-free. Mas aqui, eu estou sozinha, e o banheiro fica a alguns passos do meu quarto, então, por favor, simpatize com a minha causa. (volta do momento poético)
Posso culpar a diarista, por ter deixado o ralo do banheiro aberto, tornando-se assim uma porta aberta e convidativa à minha casa. Mas a culpa também é minha de não ter reparado o ralo antes da tal visita. Mas como já disse antes, achei que ela nunca viria. Minha casa limpinha, passados 10 meses (!!!!) por que ela apareceria justo agora? Deveria ter antecipado sua visita desde que apareceram as formiguinhas na pia da cozinha. Mas a negação me cegou, e nem veneno spray eu tinha preparado para o momento. Restava-me o chinelo. E lógico que eu errei e ela correu praqueles cantinhos que não pode ser atingida.
Elas sempre aparecem à noite, né? Quando está escuro, e tenebroso, e você nem pode correr pro supermercado. O que eu fiz? Tranquei a porta do banheiro, pus um tapete pra vedar, coloquei desinfetante bactericida no batente, por achar aquilo o mais próximo de qualquer repelente. E fui dormir, na espera de que no dia seguinte, depois da prova de antropologia e de uma visita ao supermercado, ela estaria lá para nossa batalha final.
(pausa para a neurótica dona de casa com pitada filosófica) Como veneno é caro, né? O mais barato que eu achei era 6 reais, 6!!!! E tinha até de 11 lá. É mais barato oferecer almoço do que tentar matar. E as pessoas ainda se dão tanto trabalho para odiar as outras. Só não me peça para amar as baratas. (voltando a narrativa épica…).
Abro a porta cuidadosamente vedada, e começo a procurar, com minha arma em punho. E juro que quando pensei em escrever minha epopéia contra os bichinhos, pensei em exaltar a capacidade deles de nos assustar mesmo tanto sendo tão inferiores. Mas a estúpida tava presa no cesto de lixo, e fez barulhinho se entregando ainda por cima! Morreu com uma generosa vaporizada de veneno na cara. Eu não tenho pena, sabe? Quero ver agora ela convidar as amiguinhas pra uma visita coletiva. Humpf.
bloguinho, bloguinho meu, existe escritora mais esdrúxula do que eu? (queridos leitores, fiquem a vontade nos comentários para partilhar seus textos igualmente toscos e me provar errada)

kkkkkkkkkkkkkkkkk!!!
Ah, porque você matou a barata? Não pensou na possibilidade de ser o Sylar tentando te surpreender no meio da noite? Roubar meu cérebro definitivamente não é o que ele quer. Então, se fosse eu, abria a porta e ainda convidava pro café!
Você ainda acredita em spray mata-barata? Olha, é bom voltar lá e conferir. Por que você acha que um par de havaianas é mais caro que um raid-rodasol-sbp da vida?
E eu não acredito que você foi tão fria a ponto de dormir, acordar (por incrível que pareça), fazer uma prova de Antropologia, e nesse meio-tempo premeditar a morte da cara barata. Você é desprezível.
Mariana Jansen eeem: A saga contra a barata amedrontadora!
Terríveeel! Comoo assim você não a matou com uma simples chinelada! Tudo bem que isso não ia render esse post, mas ia mudar a sua vida, sabe? Ver uma barata se morrendo pela sua força é mágico. oheheoheohe E isso sim rende história! heoheohe
Brincadeira, essas sagas domésticas são AS melhores. E go you por tamanho sangue frio.
Olha que coisa: enquanto você matava uma barata eu libertava um passarinho ^^
beijo, Mary.
kkkkkkkkkkkkkk
“a metida”…hahah
só vc msm Mary. Eu que nunca vou qrer virar as costas pra vc como fez a barata…kkkkkkkk
PS:você disse pra compartilharmos textos toscos, mas isso é porque você não leu meu texto “como se divertir ao lado de uma criança” rsrrs
Baratas são as unicas que sobreviverão ao apocalipse, e dominaram o que restar do mundo.
Sabendo disso esses donos de laboratórios, capitalistas selvagens mancomunados com nossas inimigas cascudas, põe os preços lá em cima pra que elas não sejam exterminadas.
Li numa revista (não lembro qual) que as baratas estão evoluindo e ficando resistentes a chineladas! É mole?
Não sei o que é pior, uma blogueira assassina, ou o comentário da Jenny com a terrível notícia (para as mulheres) de que as baratas estão ficando resistentes à chineladas.
Gostei do seu blog Mariana, estava sentindo falta do seus textos, e então encontrei o link do teu blog lá no Todo dia é dia de Arte.
Quando relaciono baratas a escritores, me vieram as referências básicas à cabeça: Kafka e a Clarice de “A Paixão Segundo G.H.”. O que prova que baratas são excelentes fontes de inspiração, inclusive para blogueiros!
eu já fiz dessa, mas com traça! apareceu um monte no meu apartamento, e eu nem sabia que bicho era aquele, nunca tinha visto uma traça na vida, fiquei apavorada e desesperada e matei todas formando montinhos de veneno em cima delas MWAHAHAHA
nunca mais voltaram!
bjo
ahuahuahauha, genial como sempre!
vc fez a morte da barata um épico sem igual, mary!
mas apoio seu ato!!!
sou totalmente contra a paz existente alá ‘joe e as baratas’, ah, não…
SBP nelas!!!
uma a menos para a dominação do mundo por essas nojeirinhas!!!
heuheuehuehueh
bjamm!
=]
Essas garotas assassinas me dão medo.