A Praia

2009 Janeiro 15
por Mariana

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Nela vão os que querem ver e os que querem aparecer.

Vai quem precisa, pra ganhar a vida.

É pública. Vai quem quiser. Pode ir quem é de lá e quem tá só pra visitar.

Pode levar cachorro, gato, papagaio. Só tenha cuidado senão vão querer levar sua carteira.

Com muita ou pouca roupa. 

Pra andar, ou pra olhar. 

Praia: o lugar mais democrático.

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Esse blog encontra-se de férias no Rio de Janeiro e em São Luís do Maranhão. E mesmo assim não abandona vocês. Feliz 2009 pra todos nós.p.s.:  Até o final dessa semana um texto sobre a última palhaçada que o BBB está fazendo num shopping. Até lá! 

Let Yourself In.

2008 Dezembro 11

Uma coisa legal de descobrir é musica nova. Quando é uma surpresa boa, é melhor ainda.

Já faz tempo que me falaram de Tiago Iorc, a quem fui apresentada como “John Mayer brasileiro”, o que poderia ser bastante interessante pra mim, mas pelo contrário, me afasta. Nem cover eu não gosto de ouvir com medo de não achar digno. Eu sou uma fã muito, muito chata.

Mas aí, o Sr. Iorc anunciou um pocket show na livraria Fnac daqui de São Paulo, e eu como boa fã de música a vivo que sou, com um empurrãozinho de livre espontânea pressão de certas pessoas, topei ir. Ainda bem.

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Com um repertório variado, e com músicas próprias (que eu passei a semana inteira escutando pra não fazer cara de mosca morta no show) que são bem semelhantes a outros artistas que eu gosto, e mais covers, como “I’m Yours” de Jason Mraz , e a agradável surpresa, “Rehab” da Amy Winehouse. Além das já gravadas no CD (acredita que eu ia escrever disco? Depois do sintonizar da semana passada) Ticket to Ride, e My Girl, no encore.

A minha favorita (há, a fã de uma semana tem favorita) There’s More to Life, ele não tocou, mas o show não deixou de ser ótimo por isso.

Ótima voz ao vivo, leva jeito com o violão. Valeu a entrada. Ah espera, foi de graça! É isso aí, algumas coisas na vida não tem preço, pra todas as outras existe MasterCard.

Só me arrependo de não ter ido lá falar com ele e tal. Daqui a pouco ele vai ficar super famous, e acaba perdendo esse contato mais pessoal com quem gosta do som.

E ele pode fazer cover do John, because he pulls it off. E isso não é pra todo mundo.

Espaço de mau humor

2008 Dezembro 2

Márcio, o posto sobre os filmes já tinha em outro blog. Então, vou por um do meu forninho.

Eu ligo a Tv nos meus canais seriemaníacos. Terça, 20h, filme. Sexta, 22h, filme. Segunda a Sexta, 23h, filme. Sábado, 15h, filme. Tá bom. Pode passar filme? Pode. Se fosse filme meio inédito, e não os de sempre, até que vai. E outra, toda hora? Vocês são canais de séries. S-É-R-I-E-S. Eu sintonizo (lá nos anos 80) e quero ver séries. Quero ter 34 opções de horário pra ver meus programinhas bobinhos, que eu amo. E agora eu mal consigo encontrar uma reprise. REPRISE! Premissa básica de canal de TV a cabo é passar a mesma coisa 236 vezes.

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Ainda reconheço o canal Sony, que mais uma vez usa da sua inteligência marketeira e tenta falar que não são filmes (películas, como diz a garotinha irritante do comercial dublado), mas sim um Espaço do Humor produzido em Hollywood. E eles pelo menos não deixaram de passar séries consagradas pra passar filmes. (né Warner? que virou o SBT da tv a cabo.)

Bom, filme velho que passa 20 vezes no mesmo mês. Não acho graça nenhuma.

Quando eu crescer…

2008 Novembro 2
por Mariana

Quando eu era criança, sempre vi os professores como figuras para serem admiradas e respeitadas. Lembro de todos, com pouquíssimas excessões. Ao longo do tempo, a vida foi me dando mais mestres, e a admiração só cresce. Nos últimos anos da escola, considero as palavras de alguns deles como partes de quem eu sou hoje.

Eu ensino crianças, adolescentes (e adultos também) á mais de 10 meses agora. Parece pouco, mas não é. Nunca eu achei que travalhar com crianças seria tão especial. Cansativo, estressante, mas ainda assim. O jeito empolgado com que contam suas peripécias, a busca incessante por atenção.  A primeira vez que gritaram um “teacher!” em minha direção…foi um daqueles momentos mastercard.

Então me pergunto se um dia eu serei lembrada assim como lembro de meus professores. Se em dez anos virão falar comigo, e eu, mal reconhecer o adulto que se tornaram. Quantos dos meus ficarãofamosos?  Serão bem sucedidos?

O inferno e o céu, nas nossas crianças. E a quem esperamos e entregamos o amanhã.

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foto de Dulce Pontual, publicada no Dois Cliques

meio brega esse meu texto, né? também achei.

outra coisa, estou pensando em mover o blog pra um domínio próprio, o que vocês acham?

Um dia na Mostra

2008 Outubro 21

Retomando a premissa de que agora esse blog não vai ser somente textos bonitinhos e bem construídos em formato de crônica, venho aqui pra contar a história da minha tarde-barra-noite de sábado, na 32ª mostra internacional de cinema de são paulo.

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Cheguei ao local do crime, Conjunto Nacional na avenida paulista, bem cedo, um pouco antes da uma da tarde, por que os filmes que eu queria ver eram muito concorridos, então resolvi garantir logo. A bilheteria abre às 13, e já tinha uma fila significativa. Beleza. Eu também estava lá por um outro motivo, que é pra tirar as fotos pro trabalho de projeto gráfico, que eu vou fazer sobre a mostra. E não vem um guardinha sem graça me dizer que não pode tirar foto? Como assim? Todo mundo tira foto no conj. nacional! Mas tudo bem continuei tirando fotos só que sem dar muito na cara. Eu sou muito fora de lei.

Como eu tinha muito tempo entre um filme e outro, acabei passando algumas horas só transitando pelo ambiente da mostra, e achei bacana ficar escutando o que as pessoas acham dos filmes, perceber que elas são muito mais cultas do que você, enfim.

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Vamos ao que interessa. Os filmes. O primeiro, “O menino do Pijama Listrado”, adaptação do livro homônimo, conta a história de um garotinho que vive o holocausto, sendo filho de um militar nazista. Ele encontra um outro garotinho, judeu, que vive no campo de concentração que o pai dele comanda. O filme é muito tocante, se você quiser sair aos prantos da sala de cinema, é esse aí. E filme da segunda guerra é assim mesmo. Mas é muito bom, tem um elenco razoavelmente conhecido, e muito talentoso. As crianças, dão um show, sem serem muito exageradas, mas bastante espontâneas ao redor da situação.

Daí depois de horas de espera, um lanchinho, passeios na livraria cultura, vendo todas as coisas que eu não posso comprar, eu fui para a fila do Leonera. Ficando lá embaixo no cine bombril, eu acabei reparando que muita gente saiu no meio do tal Varsóvia Sombria (que estava sendo exibido antes do Leonera), e depois eu dei uma navegada, todo mundo achou uma bomba.

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Leonera é sobre a jovem Júlia Zarate, (interpretada com maestria por Martina Gusman) que está grávida e é presa pelo assassinato de seu ex-namorado. Júlia tem seu filho na prisão e lá passa por uma grande evolução. O filme é maravilhoso,e  ainda conta com a presença do brasileiro Rodrigo Santoro. Um relato profundo e belíssimo sobre a maternidade. E o melhor: eu nem sabia, mas como era a primeira exibição do filme, ainda teve a presença do diretor, Pablo Tapero e da protagonista, e eles ficaram depois do filme para um debate.

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Gastei uma graninha básica para me alimentar durante a estada, e mais dos filmes e transporte, enfim, mas valeu cada centavo. Queria eu poder ver os outros filmes, tipo Vicky Christina Barcelona, do Woody Allen, o Queime Depois de Ler, dos Cohen que todo mundo tá dizendo que é ótimo, Che, que vai fechar a mostra com direito a Benício Del Toro, e claro que eu queria ver o poderoso chefão na telona, mas como eu trabalho pra poder pagar regalias como ingressos de cinema, não vai rolar. Mas, sexta e sábado, lá vou eu de novo.

fotos: divulgação e essa que vos fala. não roba não, please.