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Madrugada

agosto 1, 2009

A promessa tinha sido quebrada. E que promessa mais sem sentido. Ela, que “guardava o coração no bolso” estava, mais uma vez, sendo romântica demais, por uma promessa que mal tinha se pronunciado, quanto mais teve esperança de ser cumprida.

Aqueles sonhos, nada mais que cenas de filmes que não estavam em exibição esta noite. Queria ela, que as lágrimas na forma de tinta da caneta não fossem necessárias. e que as palavras e frustações fossem surpreendidas por um som, um ato, uma resposta.

O coração que acelera sozinho é triste.

Que lágrimas mais inoportunas aquelas que já batiam a porta da garganta. A solidão é companheira injusta daqueles cercados de gente. E a hora tardia apressava o destino inevitável. E o happy end mais uma vez se mostrava ausente. Talvez por que o end ainda não fosse aquele. Mas ele certamente perdeu a hora.

Viver dos sonhos é mais fácil que viver sem eles.

Ela quis em todos os outros rostos encontrar o dele. Mas que triste pensar que isso era impossível. Só mesmo em quem emoção predomina, uma simples promessa tomar tão grandes proporções.

Assim ela percebe que os grandes amores das canções são provavelmente tão vãos e tão cheios só de esperança como o seu.

E as palavras distantes que chegam trazem um pouco de calor à frieza da solidão. Certeza de companhia mesmo dada grande distância.

só porque eu tbm sei escrever posts enigmáticos que nem o Garoni.

Twitter por Mastercard

maio 11, 2009

Eu peço desculpas por ter sumido. Mas a vida é tão corrida, o tempo falta, a criatividade está passeando em outras áreas, e eu viciei nesse mocinho aqui do lado, o Seu twitter. Tão facinho…e tão dinâmico. I’m in love…e deixa eu falar uma coisinha que aconteceu…em forma de comercial Master Card:

TV a cabo para acompanhar o American Idol: RS140,00

Ligação internacional para votar no seu candidato:  ainda nem chegou a conta, quero nem ver.

Seu favorito te responde no Twitter: não tem preço.

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Associação contra pirataria fecha sites de legendas

março 22, 2009

Como eu não tenho criatividade pra fazer textos pra cá, vai uma matéria que eu produzi para a faculdade.  Mas é sobre algo que interessa a comunidade que usa a internet.

Ao longo do último mês, as distribuidoras de dvd fecharam sites que oferecem legendas produzidas por fãs para filmes e séries. A APCM (Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música) cancelou a conta de hospedagem do maior site site de legendas do Brasil, o legendas.tv e do site InSubs, que traduz mais de 30 episódios de série por mês. A justificativa da associação é de que o conteúdo dos sites é pirataria.

Segundo o advogado Bruno Carvalho, a Associação está errada. O artigo 184 do Código Penal Brasileiro e regulamentações da Lei 9.610/98 estabelecem quem oferece ao publico o material protegido com intenção de lucro. “Mesmo assim, ainda que existisse fundamentação legal para encerrar o Legendas.TV, tal ordem não deveria vir de uma mera organização, conforme determina o Princípio Constitucional da Legalidade.”

A justificativa das distribuidoras de DVD é a de que o compartilhamento de legendas na rede causa prejuízo nas vendas de dvds originais de filmes e séries. A redação tentou contato com três distribuidoras diferentes e não teve resposta. A equipe que produz legendas na internet defende a idéia contrária. A administradora da equipe InSubs, FláP mostra o seu ponto de vista: “Existem muitas séries que já são hits no Brasil sem nunca aparecerem na TV, isso alavanca audiência e as vendas e não o contrário […]o, os preços abusivos e a demora de um DVD ou box para ser lançado aqui são os maiores inimigos das produtoras.”

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O site criou a campanha “Queremos cultura – quem usa legenda também consome” pedindo aos seus usuários que mandassem fotos de suas coleções de dvds de filmes e séries para mostrar que quem usa os arquivos compartilhados de legenda também consome produtos originais. A administradora fala do sucesso dessa empreitada: “a campanha assumiu uma proporção bem maior do que imaginávamos de uma maneira muito positiva, pois queríamos mostrar sem criticar negativamente […]não sei se mudaremos algo com a campanha, mas sei que pelo menos conseguimos mostrar nosso ponto de vista e certamente muita gente deve ter parado para pensar.”.

O errado na ação da APCM, ou de qualquer outra Associação contra a pirataria, é que estando tão focados no ato de acabar com toda e qualquer forma de pirataria, acabam sendo injustos com aqueles que nem culpa tem. Sites de legenda ajudam a comunidade da internet, e não prejudicam ninguém. Se aqueles que vendem pirataria se aproveitam das legendas, eles deveriam ser punidos.

24 horas

março 1, 2009

Até um tempinho atrás, uns 12 anos mais ou menos, pouca gente tinha um computador em casa. Ele era grande, desajeitado e não servia pra muita coisa. Menos ainda tinham (ou sabiam do que se tratava) internet. Então essa loucura toda de e mail, tempo real, amizade virtual, blog, twitter não chegava nem perto da gente e se chegasse o Doutor Emmet Brown falando de tudo isso, a gente ia achar que ele tão doido como se estivesse falando de comunidades na lua.

E nesses tempos, sem internet, assim como antes de existir o telefone, a televisão, o rádio e até a luz elétrica, todo mundo vivia bem sem elas, obrigada. Xuxuzinho beleza. Mas o homem inquieto pra caramba, não consegue ficar parado e tem que ficar inventando coisas. E aí a gente começa a usar, e se acostuma com elas. Aí ferra tudo.

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Teve um dia aí que eu passei 24 horas sem internet. Nem Jack Bauer aguentava. Um diazinho só. Horrível. Não saber o que está acontecendo naquele momento, sem ver aquele monte de informação que não vai mudar nada na minha vida, sem poder bisbilhotar o perfil de ninguém no orkut, nem conversar com ninguém no messenger. hor-rív-el. “Oi, meu nome é Mariana, e eu tenho um vício”.

Por isso se alguém me perguntar aquelas coisas de “se você pudesse viver em outra época, qual viveria?” eu mando ir praquele lugar, e digo que tô bem aonde eu tô. Sem ver gladiadores no coliseu, sem conversar com Aristótales, ou ser salva por cavaleiros medievais. Deixa eu aqui no século XXI.

E se eu quiser ver alguma dessas coisas, é só digitar no google!

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Voltei a trabalhar, por isso que a frequência dos posts caiu muito. Mas, pra ninguém achar que eu morri nesse meio tempo, eu estou no twitter: http://twitter.com/maryjansenc

É mole? Mas sobe a audiência.

janeiro 22, 2009

Você, como a maioria, já foi a um zoológico, ou a um aquário. Sendo você mais novo ou mais velho. E antes disso, você assistia ao Animal Planet, ou ao Discovery Channel, e ficava pensando como ia ser legal ver os animais ao vivo. E ficou encantado quando foi no zoológico. Ficou lá observando os animaizinhos nas suas jaulas. E tava bom só olhar. Mas que era mais legal quando eles faziam macaquice, rugiam, comiam da sua mão, ah, se era!

A rede globo é muito esperta. E sabendo disso, fez a coisa mais legal do mundo. Colocou gente, ser humano, em uma jaula de vidro. E expôs no meio de um shopping. Era legal ver o circo que eles armavam na TV, mas ir lá, dar tchauzinho e tirar foto é muito mais.

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E do mesmo jeito que é chato quando os bichos se escondem em suas tocas, que graça tem se eles só ficam lá sentados, conversando? O mais legal é quando eles dão sorrisos e tchauzinhos.

Parafraseando Hobbes, “o homem é o lobo do homem”. O lobo, o leão, o macaco. Ele se cansou de se divertir com os outros animais e decidiu fazer consigo mesmo. E isso não é resultado da crise econômica mundial, do aquecimento do planeta, da convergência de mídias. Os romanos tinham seus gladiadores no Coliseu e os medievais, os bobos nas suas cortes. E nós temos os big brothers.

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Assim a gente esquece a crise econômica mundial, do aquecimento do planeta, das guerras e de todas as outras desgraças que eles passam no Jornal Nacional. Acaba esquecendo a consciência.

Não é mole não, mermão. Isso é globalização. Plin-Plin pra você também.

as fotos são muito minhas, tá? eu fui lá pra tirar. não roba.

A Praia

janeiro 15, 2009

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Nela vão os que querem ver e os que querem aparecer.

Vai quem precisa, pra ganhar a vida.

É pública. Vai quem quiser. Pode ir quem é de lá e quem tá só pra visitar.

Pode levar cachorro, gato, papagaio. Só tenha cuidado senão vão querer levar sua carteira.

Com muita ou pouca roupa. 

Pra andar, ou pra olhar. 

Praia: o lugar mais democrático.

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Esse blog encontra-se de férias no Rio de Janeiro e em São Luís do Maranhão. E mesmo assim não abandona vocês. Feliz 2009 pra todos nós.p.s.:  Até o final dessa semana um texto sobre a última palhaçada que o BBB está fazendo num shopping. Até lá! 

Let Yourself In.

dezembro 11, 2008

Uma coisa legal de descobrir é musica nova. Quando é uma surpresa boa, é melhor ainda.

Já faz tempo que me falaram de Tiago Iorc, a quem fui apresentada como “John Mayer brasileiro”, o que poderia ser bastante interessante pra mim, mas pelo contrário, me afasta. Nem cover eu não gosto de ouvir com medo de não achar digno. Eu sou uma fã muito, muito chata.

Mas aí, o Sr. Iorc anunciou um pocket show na livraria Fnac daqui de São Paulo, e eu como boa fã de música a vivo que sou, com um empurrãozinho de livre espontânea pressão de certas pessoas, topei ir. Ainda bem.

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Com um repertório variado, e com músicas próprias (que eu passei a semana inteira escutando pra não fazer cara de mosca morta no show) que são bem semelhantes a outros artistas que eu gosto, e mais covers, como “I’m Yours” de Jason Mraz , e a agradável surpresa, “Rehab” da Amy Winehouse. Além das já gravadas no CD (acredita que eu ia escrever disco? Depois do sintonizar da semana passada) Ticket to Ride, e My Girl, no encore.

A minha favorita (há, a fã de uma semana tem favorita) There’s More to Life, ele não tocou, mas o show não deixou de ser ótimo por isso.

Ótima voz ao vivo, leva jeito com o violão. Valeu a entrada. Ah espera, foi de graça! É isso aí, algumas coisas na vida não tem preço, pra todas as outras existe MasterCard.

Só me arrependo de não ter ido lá falar com ele e tal. Daqui a pouco ele vai ficar super famous, e acaba perdendo esse contato mais pessoal com quem gosta do som.

E ele pode fazer cover do John, because he pulls it off. E isso não é pra todo mundo.